Quando eu quase larguei a anna {parte II}
>> quinta-feira, 2 de abril de 2009
Depois de ter feito a burrice de contar aos meus dois melhores amigos {entre tantos que tenho}, continuei meus Lf's/Nf's normalmente. No meu status do orkut a frase "Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança". Até que um dia veio o primeiro depoimento em resposta. Era a Kessi* me dizendo que não sabia o que dizer, mas que me amava muito e só queria meu bem. "Você deve ter razão, eu devo não ser muito confiável mesmo" Hum, interessante eu pensei. Mandei pra ela "Não precisa ficar preocupada, tá bem? Não é tão ruim assim e eu estou bem"..."Preocupada? Impossível não ficar." Simplesmente pedi pra que deixasse eu seguir em paz e cada um na sua, e que eu tinha feito aquilo apenas devido a pressão do dia. Pierre também me deixou alguma coisa que eu não me lembro agora. E assim os dias se seguiram sem maiores alardes, eu pedi denovo que guardassem segredo absoluto disso. Era muito pessoal, e eu não queria que mais pessoas soubessem do meu transtorno alimentar. Na boa, eu acho horrível ter que ficar se escondendo, mas eu entendo que tem que ser assim. Confiei em ambos. No meu perfil anna, notei nos visitantes recentes a constante visita do profile do Pierre*. Afinal, o que ele queria visitando meu perfil com tanta frequência? No começo não quis saber. Disse foda-se, mas vou continuar minhas coisas. Até que chegou o dia onde entrei no msn e perguntei pra ele, queconfirmou. Pierre me disse todo esse discurso aparentemente ensaiado das pessoas que não são annas/mias. "Cara, você não precisa disso. Como você quer ser perfeito? Maltratando seu corpo e fazendo você triste e as pessoas ao seu redor tristes também? Sofrendo com isso. Isso só leva a morte e blá blá blá" Certamente eu tive bons argumentos a todas essas perguntas e ele se deu por vencido "Não adianta falar com você". Mas acontece que eu já fui muito apaixonado por esse Pierre. Nós já ficamos e em mim havia nascido um amor muito bonito e puro por ele. Hoje eu o amo muito como amigo, mas não posso ignorar o que já senti por ele num passado não muito longe. O que ele diz tem muita influência sobre mim. Aí foi quando, pela primeira vez, eu parei pra pensar nos meus atos e onde eu estava me metendo.
{continua}
*os nomes foram modificados ;)
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*os nomes foram modificados ;)